assassino do pequeno daniel condenado
a 17 anos de cadeia
Fábio Cardoso, hoje com 17 anos, o assassino da criança de seis anitos, Daniel, surdo-mudo, amblíope e com atraso mental, foi ontem condenado a 17 anos de prisão.
O tribunal que o condenou vincou a sua falta de arrependimento.
Dependendo do seu comportamento, poderá sair em liberdade daqui a oito anos.
A mãe da criança assassinada barbaramente, Mónica Curto, de 24 anos (ou 26, já não me recordo), foi absolvida por não ter sido provado que tinha conhecimento dos factos.
Isto é dramático e a mim custa-me muito acreditar que é a realidade da justiça que se pratica nosso país!...
1º - Durante três meses o Daniel foi torturado de forma selvática pelo companheiro da Mónica, que o sodomizava repetida e continuadamente no tempo, usando nas suas tresloucadas práticas, não só o próprio pénis, mas também diversos objectos que enfiava no ânus da criança, de modo insensível, brutal e animalesco, nomeadamente o pau do piaçaba e o cabo do desentupidor;
2º - Com seis anos, apenas, o miúdo devia apresentar, claramente, as mazelas das sevícias de que era alvo por parte do companheiro da Mónica, uma vez que eram sevícias extremas que lhe rasgariam o corpito interior e exteriormente; e, finalmente,
3º - Os últimos três meses, "viveu-os" o Daniel em perfeito estado de terror e horror. Morreu com vómitos e nódoas negras por todo o corpo e sofreu, comprovadamente, até ao último minuto da sua desgraçada e curta existência. Chorava à aproximação do seu algoz, o que também foi comprovado em tribunal.
Posto isto, não consigo calar a minha revolta:
a) - a mãe é absolvida porque não tinha conhecimento dos factos?
b) - o energúmeno que tinha por companheiro apanha 16 anos de cadeia?
c) - com "bom comportamento" será solto aos 25 anos?
A minha tristeza é tão profunda que termino aqui as minhas considerações sobre mais este inacreditável desfecho. Só acrescento que esta ausência de justiça me faz desejar que o mundo reconheça rapidamente a ingente e urgente necessidade de se instituir a pena de morte.
E não é por nada. É apenas porque casos destes, como se perceberá, não acontecem só aos outros!...
E eu pergunto: por acaso, os pais separados, com os filhos entregues à guarda da mãe, podem garantir que as crianças estão a ser criadas e educadas em amor, que são felizes, e que estão livres de passar por idênticas situações? por acaso, os pais separados conhecerão os indivíduos que as suas ex-mulheres enfiam no dia seguinte lá em casa e, tantas vezes apenas por vaidade leviana, anunciam (hoje um, amanhã outro...!) como "padrastos" dos seus filhos?
Comentários Recentes
q
Mu
digo isso mesmo a mim próprio