MATA DO FONTELO
O calor veio de novo visitar-nos e ainda bem. Dou-me pessimamente com o frio: arrefecem-me os neurónios e irrito-me com toda a gente.
Faz-me bem a canícula do Verão e acreditem que não é só por causa das férias. É mesmo e tão-só por causa do Sol que me aquece corpo e alma.
Nestes dias costumo ir até ali à Mata do Fontelo.
Adoro o fresco das árvores centenárias (se calhar milenárias!), o chilrear da passarada, o cheiro intenso que exala daquele "pulmão" único - falo de Viseu - e a doce quietude que me percorre o corpo tão intimamente...
De vez em vez o som dos pavões que, namoradeiros, exibem orgulhosos as suas estonteantes plumagens.
Depois as crianças. Depois os "atletas" vestidos a rigor e em marcha acelerada num esforço sincero contra os gordurosos excessos cometidos durante o Inverno. Depois os "ciclistas" num pedalar meticuloso e depois os que se juntam para um pitoresco farnel de fim-de-tarde.
A Mata do Fontelo é fértil em coisas simples como estas. É por isso que ali vou. Porque gosto. E gosto também de ver as moçoilas que para ali vão passear os cãezinhos, rabo-a- dar-a-dar, acrescentando quase que um toque divino à já de si divinal paisagem.
Parece-me que o Fontelo precisa de um pouco mais de atenção por parte dos responsáveis da Autarquia. Parece que aquele deslumbrante conjunto arborizado precisa de maiores atenções e carinhos.
Não digo mais nada, mas ouvi que as árvores também morrem. Se morrem de pé ou deitadas, isso já é outra "estória" e não vem ao caso.
Comentários Recentes
q
Mu
digo isso mesmo a mim próprio